A recente apresentação do iPhone criou uma onda de histeria à volta do equipamento havendo já quem esteja o fim dos sistemas operativos móveis actuais - Windows Mobile, Symbian ou PalmOS.Se o terminal, por si, é impressionante tanto pelo design como pelo cocktail tecnológico que oferece, na verdade há uma enorme trabalho de 'desinformação' à sua volta.
Um dos aspectos mais criticados por Steve Jobs é a forma como os dados são introduzidos no terminal.
Segundo o próprio, a adopção de teclados integrais não passa de enorme erro uma vez que estes restringem a capacidade de criação das equipas de desenvolvimento, ao não permitirem a reorganização das teclas, a sua substituição por um conjunto menor em número e maior em dimensões, etc.
O físico pressupõe uma desvantagem quando comparado com o lógico que tem a possibilidade de se adaptar em tempo real às condições do momento. Pode ser um vulgar teclado numérico e no instante seguinte ser um teclado completo.
É claro que esta argumentação cai por terra quando se considera que os teclados dos computadores de secretária pouco evoluíram nos últimos 20 anos, e que continuam a ser um elemento chave dos mesmos, mesmos os fabricados pela própria Apple.
Também a tecnologia multi-toque aparenta mais do que representa. O esforço feito pela Microsoft para permitir que o sistema operativo possa ser totalmente controlado apenas com uma mão, algo que os utilizadores do Windows Mobile vêm pedindo há muito, não pode ser um mero devaneio industrial.
O que na realidade é necessário é um sistema mecânico, que dê um feedback táctil ao utilizador e que permita uma escrita rápida com uma ou duas mãos.
O que mais se aproxima destas especificações dá pelo nome de 'Teclado'.
O software base do iPhone tem um aspecto divinal mas, tecnicamente, é pobre e restritivo. A inexistência de suporte para aplicações realizadas por terceiros deve-se, dizem as más línguas, ao facto da versão móvel do Mac OS apenas suportar três processos / aplicações a correrem em simultâneo.
De pouco serviria ter uma miríade de aplicações instaladas no dispositivo e não poder usar mais de duas de cada vez (assume-se que uma terceira estará sempre activa fazendo a gestão telefónica ou corre-se o risco do terminal não ser capaz de receber chamadas).
Deste ponto de vista é difícil encontrar utilização para os 4 ou 8 GBytes de memória tanto mais que este sistema é incompatível com o iTunes da própria Apple. Documentos, fotos, vídeos ? Qual será a finalidade de tanto espaço disponível se o terminal não é especializado em nenhuma das áreas indicadas ?
É por isso que, enquanto por todo o lado se enaltece as capacidades e design do iPhone, a Microsoft continua a trabalhar calmamente na próxima grande versão do Windows Mobile – actualmente sob nome de código Photon.
Esta versão deverá chegar aos fabricantes no final deste ano e virá a substituir os equipamentos Windows Mobile 6 dentro de 15 a 20 meses.
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