Independentemente do sucesso que o iPhone tem conquistado nos mercados onde tem sido lançado, a política da Apple no que diz respeito à App Store deixa muito a desejar e tem sido um empecilho para a evolução da plataforma, levando já algumas produtoras de software a virarem-se para outras plataformas.Depois de ter impedido a Sun de lançar uma máquina virtual J2ME e a Adobe de lançar a sua versão do Flash Player para o iPhone, o que actualmente impede os utilizadores de consultar certos tipos de conteúdos, a licença de distribuição da Apple está agora a impedir o lançamento do Opera Mini.
Nos últimos tempos, e com demasiada frequência, a Apple tem bloqueado o lançamento de produtos que concorram directamente com as suas soluções, preferindo impor o seu monopólio em vez de disputar o mercado com as empresas concorrentes. Tal como neste caso, muitas das vezes a empresa americana nem precisa de agir bastando acenar com a licença de distribuição de aplicações através da App Store que impede o lançamento de aplicações que ‘dupliquem’ (leia-se: concorram) as funcionalidades do sistema operativo.
Quem sai prejudicado são os seus clientes que se vêm limitados nas opções de navegação na Internet e no acesso a aplicações Internet ricas (RIA), numa altura em que tanto a Adobe como a Opera já têm os seus produtos prontos.
Esta posição contrasta com a da Google relativamente ao Android que a partir desta semana conta com uma versão específica do Opera Mini 4.0.
PS: Ainda alguém se lembra dos tempos em que a Microsoft foi obrigada a permitir que o utilizador final desinstale o Internet Exporer e teve que pagar uma enorme multa por aquilo que foi considerado uma estratégia de monopólio ? Outros tempos … outra empresa.
Fonte: New York Times
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