19
Fev
MWC: GSMA lança iniciativa para criação de um carregador único
por Pedro Ivo Faria
Ainda há poucos anos cada marca tinha a sua solução para o carregamento das baterias dos seus telemóveis não sendo pouco habitual a existência de dois ou três formatos de ficha dentro da mesma marca.
Quem dispunha de terminais de marcas diferentes tinha que se fazer acompanhar de diversos carregadores ou então comprar um ‘universa’.
Este último não passava de um carregador vulgar mas com ficha intermutáveis, o que permitia que fosse usado com várias marcas e modelos.

A chegada das portas MiniUSB veio obviar um pouco esta questão já que houve uma aceitação generalizada do formato para sincronização de dados e carregamento de baterias. Havia ainda uma outra vantagem: era possível carregar o terminal usando uma porta USB de um computador, o que

Só que entretanto as exigências do design ditaram a necessidade de adoptar o formato MicroUSB em alguns dispositivos e os problemas de compatibilidade voltaram.
Atenta a esta questão, a GSMA anunciou durante o Mobile World Congress uma iniciativa que visa juntar os diversos fabricante à volta de um tipo de carregador e verdadeiramente universal.
Sabendo que há muitos terminais prestes a chegar ao mercado e que o processo de concepção, prototipagem, teste e fabrico pode demorar até três anos, a GSMA propõe que a norma seja efectiva a partir de 2012 de forma a dar tempo aos fabricantes de adaptarem as suas gamas de dispositivos.

Antecipando a adopção generalizada da tomada MicroUSB - versão USB 3.0 - nos terminais futuros, a GSMA propôs que este fosse a partir de agora o conector standard para todo e qualquer dispositivo móvel.
A redução para um único formato de carregador, em comparação com os 30 disponíveis actualmente na Europa, irá permitir eliminar cerca de 50 toneladas de carregadores obsoletos ou de eficácia reduzida.

Para além da questão prática esta iniciativa também tem uma faceta ecológica uma vez que nos objectivos gerais também se encontra a redução em 50% do consumo de energia e nas emissões de CO2 durante o fabrico dos carregadores.
Esta medida vai permitir também que certas marcas possam lançar telemóveis sem carregador tal como a Nokia fez recentemente com uma série especial, partindo do princípio que o utilizador já dispõe de um compatível.

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