18
Mai
Marketplace da Microsoft abre portas à partilha de aplicações
por Pedro Ivo Faria
A Microsoft continua a ter dificuldades em encontrar uma linha de estratégia válida para a sua loja online de software para terminais Windows Mobile. A cada nova funcionalidade ou característica da sua App Store que é divulgada, logo se levanta um coro de protestos.
Foi a taxa a cobrar pela inscrição no Marketplace, foi a limitação no número de aplicações e actualizações que podem ser publicadas anualmente (a última já foi revista pela Microsoft), a necessidade de ter uma estrutura comercial para se inscrever entre diversas opções tomadas pela empresa americana que têm vindo a minar a confiança neste projecto.

A mais recente funcionalidade conhecida também não vem abonar em nada esta questão pois onde a Microsoft vê ‘flexibilidade’, os criadores de software lêem ‘pirataria legalizada’. Na base desta questão está a possibilidade de um aplicação comprada através do Marketplace poder ser instalada em cinco terminais diferentes.
O objectivo até é bem intencionado: permitir que um utilizador que muda de terminal possa recuperar e instalar todas as aplicações que já comprou. Esta é a teoria, porque na prática as coisas são bem diferentes.

Começando pelo lado positivo há que ter em conta que cinco actualizações poderão ser insuficientes em terminais que recebem muitas actualizações de ROM. Mesmo que o utilizador não tenha o hábito de instalar todas as ROMs que vão aparecendo, na altura em que o fabricante libertar uma nova versão do sistema operativo que vem corrigir este ou aquele problema ele terá que tomar uma opção: actualizar e ‘gastar’ uma das possibilidades de redescarregar todo o software comprado ou manter a versão do Windows Mobile que tem e conviver com os problema.
Se o objectivo era dar flexibilidade, cinco possibilidades de reinstalar o software comprado é muito pouco.

Depois temos o ‘lado negro’ da questão. Uma vez que autenticação é feita através do Windows Live ID – em termos prático corresponde a um endereço de E-Mail e uma password - nada impede o utilizador de o fornecer a terceiros para que possam também eles descarregar o software. Sem pagarem, como é óbvio.

É certo que não existem soluções perfeitas e que existirão sempre lacunas em qualquer tipo de abordagem a esta questão, mas a Microsoft é capaz de fazer bem melhor. Aliás, a Microsoft tem a obrigação de fazer bem melhor …

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