Numa entrevista à eWeek, o criador da linguagem Java falou do presente, do futuro e do caminho que espera a ‘sua’ criação venha a percorrer.
Particularmente critico em relação ao Android, James Gosling questiona a necessidade da Google criar uma linguagem alternativa ao Java (o Android utiliza uma variação do J2SE chamada Davlik) e dos riscos de ter um projecto demasiado aberto.
A grande bandeira da Google é o Android ser um projecto Open Source permitindo que cada entidade o ajuste às suas necessidades. Esta abertura está a criar uma fragmentação no interior do Android e poderá colocar em risco a sua viabilidade futura.
“A grande atracção parece ser a etiqueta ‘preço zero’, mas todas as pessoas com quem tenho falado disseram-me que estão a fazer alterações profundas. Esta situação irá dar origem a vários terminais Android com sistemas incompatíveis entre si, e isso é completamente contrário ao espírito do projecto”.
Também o processo encontrado pela Google para contornar a questão do licenciamento da linguagem Java, ao adoptar uma norma baseada no J2ME (sem licença) em vez do J2ME, foi abordado na entrevista.
“Uma das razões porque cobramos licenças é porque dispomos de departamentos repletos de pessoas a fazerem testes de compatibilidade e a negociar com os vários fabricantes de telemóveis para garantir que uma API de GPS é igual em qualquer modelo. Actualmente parece que no universo Android não existe um adulto no comando. Cada um faz o que bem lhe apetecer o que poderá dar origem a produtos excelentes ou a dispositivos de baixa qualidade”.
Mesmo tendo em conta que a opinião de Gosling não é 100% isenta, a verdade é que o mercado começa a denotar esta tendência. Começaram a aparecer várias marcas surgidas do nada, sem tradição ou um plano pós-venda credível apenas porque conseguiram juntar uma série de sinergias que lhes permitirá produzir um terminal.
Na abordagem final será o mercado a fazer a selecção de quem tem capacidade para continuar em actividade e quem terá que o abandonar, mas até lá corre-se o risco do Android ficar com a conotação de sistema instável, incompleto e imprevisível.
Fonte: eWeek
Particularmente critico em relação ao Android, James Gosling questiona a necessidade da Google criar uma linguagem alternativa ao Java (o Android utiliza uma variação do J2SE chamada Davlik) e dos riscos de ter um projecto demasiado aberto.
A grande bandeira da Google é o Android ser um projecto Open Source permitindo que cada entidade o ajuste às suas necessidades. Esta abertura está a criar uma fragmentação no interior do Android e poderá colocar em risco a sua viabilidade futura.
“A grande atracção parece ser a etiqueta ‘preço zero’, mas todas as pessoas com quem tenho falado disseram-me que estão a fazer alterações profundas. Esta situação irá dar origem a vários terminais Android com sistemas incompatíveis entre si, e isso é completamente contrário ao espírito do projecto”.
Também o processo encontrado pela Google para contornar a questão do licenciamento da linguagem Java, ao adoptar uma norma baseada no J2ME (sem licença) em vez do J2ME, foi abordado na entrevista.
“Uma das razões porque cobramos licenças é porque dispomos de departamentos repletos de pessoas a fazerem testes de compatibilidade e a negociar com os vários fabricantes de telemóveis para garantir que uma API de GPS é igual em qualquer modelo. Actualmente parece que no universo Android não existe um adulto no comando. Cada um faz o que bem lhe apetecer o que poderá dar origem a produtos excelentes ou a dispositivos de baixa qualidade”.
Mesmo tendo em conta que a opinião de Gosling não é 100% isenta, a verdade é que o mercado começa a denotar esta tendência. Começaram a aparecer várias marcas surgidas do nada, sem tradição ou um plano pós-venda credível apenas porque conseguiram juntar uma série de sinergias que lhes permitirá produzir um terminal.
Na abordagem final será o mercado a fazer a selecção de quem tem capacidade para continuar em actividade e quem terá que o abandonar, mas até lá corre-se o risco do Android ficar com a conotação de sistema instável, incompleto e imprevisível.
Fonte: eWeek
Esta notícia já foi consultada 5057 vezes




