17
Fev
MWC10: Uma chuva de Browsers móveis
por Pedro Ivo Faria
Já toda a gente reconhece que a Internet está de malas aviada e não tardará muito a instalar-se definitivamente nos terminais móveis. Actualmente ainda existem algumas condicionantes que têm impedido que esta transição se processe de uma forma mais célere e definitiva.
Se já existem países onde o acesso à Internet a partir de telemóveis é superior à efectuada usando os computadores convencionais, nas zonas mais desenvolvidas a tendência ainda é a inversa.

As limitações na largura de banda disponível, que têm vindo a ser minoradas de ano para ano, e a incapacidades da maioria dos browser móveis em reproduzir fidedignamente os conteúdos online são os maiores obstáculos a ultrapassar.
Este novo mercado é encarado por muitas empresas como uma segunda oportunidade de assumirem uma papel de relevo no acesso à Internet, ao contrário do que acontece presentemente nos desktops onde a luta se processa a três ou quatro.

Um ano após o lançamento da primeira versão original do Bolt Browser foi apresentada a versão 1.7 que encerra várias novidades. Suporte nativo para widgets, streaming de vídeo directamente no browser (YouTube, ESPN, CNN, etc), integração com o Facebook e o Twitter, gestor de downloads avançado e melhoramentos na performance geral fazem parte da lista alterações introduzidas desde a versão anterior.

A RIM demonstrava o seu novo Browser baseado no motor Webkit. Se havia ponto onde os Blackberry estavam nitidamente em desvantagem relativamente ás restantes plataformas era na navegação na Internet, fruto de um browser obsoleto e pouco versátil. Numa dada altura a empresa canadiana decidiu que o caminho mais curto para resolver esta questão era adquirir um produto emergente e a escolha acabou por recair sobre a Torch Mobile.
Os resultados não se fizeram esperar e a nova solução da RIM é compatível com HTML 5, CSS 3 e suportará tantos os widgets Blackberry como os JIL (plataformas criada por um consórcio liderado pela Vodafone e China Mobile).
A versão demonstrada era extremamente veloz, suportava Javascript e AJAX sem qualquer limitação e conseguia uma pontuação de 100/100 no teste ACID3.

Por seu lado a Access também anunciava uma versão para Android do NetFront, alargando a sua presença a alguns dos modelos mais procurados do momento. Actualmente o browser japonês já se encontra disponível para Windows Mobile e Symbian, e vem pré-instalado em vários modelos de gama média da Samsung e LG, tal como em consolas de jogos, descodificadores de TV por cabo ou mesmo televisores.

A Mozilla aproveitava o Mobile World Congress para demonstrar a versão móvel do FireFox a correr em Android enquanto que a Opera aproveitava a ocasião para dar a conhecer o Opera Mobile 10 e o Opera Mini 5 para iPhone. Mesmo não sendo nenhuma destas versões oficial, tal como acontecia com o Firefox Mobile, era possível constatar desde já a velocidade de carregamento destas duas soluções. O Opera Mini a correr no iPhone, por exemplo, era capaz de abrir certas páginas 5 vezes mais rápido que o browser nativo, o que ilustra bem as capacidades da solução de navegação na Internet da Opera.
E para que não restassem dúvidas acerca da sua liderança neste sector, a Opera não se cansava de divulgar a dimensão das suas plataformas: 50 milhões de utilizadores só para o Opera Mini.

Praticamente anónimo era o Dorothy, um browser criado por uma empresa chamada Company 100. Da primeira versão, lançada há cerca de 6 meses, até à actual foi percorrido um longo caminho embora ainda existam uns quantos bugs por corrigir.
A ausência de suporte para conteúdos Flash e o facto de estar apenas disponível para Windows Mobile são os principais entraves à sua implantação no mercado.

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