A Microsoft prepara uma reestruturação completa da sua divisão de consumo (Entertainment & Devices Divisão) após a saída anunciada de Robbie Bach e de J. Allard. O primeiro, por muitos considerado o sucessor natural de Steve Balmer, abandona a Microsoft (após de 22 anos de serviço) onde dirigia a divisão focada em videojogos e dispositivos móveis.
Sem que exista uma razão declarada para esta saída (a oficial não é convincente) apenas se pode extrapolar que os recentes fracassos dos vários projectos dirigidos por Bach estejam na origem da sua saída. O Zune nunca conseguiu ser uma verdadeira alternativa ao iPod e acabou por não ser alargado à Europa, O Windows Mobile nunca conseguiu aproximar-se da RIM e da Nokia e tem vindo a perder quota de mercado desde que o iPhone e o Android chegaram, o Microsoft Kin ainda não conseguiu convencer ninguém e o Courier, um projecto que deveria ser uma alternativa ao iPad já foi cancelado.
De todos os departamentos apenas o de videojogos (XBox) vai mantendo alguma saúde, enquanto que em seu redor tudo parece carecer de planeamento e inovação.
O próprio Windows Phone 7, que deverá chegar ao mercado em finais do ano, não está preparado para enfrentar o Android nem o iPhone e chega, segundo a maioria dos analistas, tarde e incompleto. A incapacidade de planear atempadamente os próximos passos, limitando-se a reagir aos produtos que a concorrência ia apresentando, levou Balmer a equacionar a possibilidade de dar um novo alento a essa divisão.
A gota de água que levou a esta decisão poderá ter sido a aquisição da Palm por parte da HP e o consequente cancelamento do Slate, um projecto acarinhado por Balmer e que tinha até sido apresentado publicamente pelo próprio.
Enquanto comercial, Balmer entende a necessidade de se gerir parceiro como a HP com extrema cautela mas quando esta se sente na necessidade de encontrar um outro sistema operativo para os seus dispositivos é uma clara indicação de que algo está mal. A aproximação entre a Dell e a Google, da qual irá usar o Android numa nova linha de dispositivos móveis, deixa a Microsoft numa posição desconfortável já que os seus dois maiores parceiros passaram a dispor de alternativas ao Windows 7 e ao Windows Phone 7.
Novos dias se avizinham para a divisão de dispositivos móveis da Microsoft, esperando-se que sob a nova gestão essa divisão possa recuperar a influência que já teve e ajudar a empresa a deter uma presença mais sólida nos vários segmentos onde está representada.
Fonte: Wall Street Journal
Sem que exista uma razão declarada para esta saída (a oficial não é convincente) apenas se pode extrapolar que os recentes fracassos dos vários projectos dirigidos por Bach estejam na origem da sua saída. O Zune nunca conseguiu ser uma verdadeira alternativa ao iPod e acabou por não ser alargado à Europa, O Windows Mobile nunca conseguiu aproximar-se da RIM e da Nokia e tem vindo a perder quota de mercado desde que o iPhone e o Android chegaram, o Microsoft Kin ainda não conseguiu convencer ninguém e o Courier, um projecto que deveria ser uma alternativa ao iPad já foi cancelado.
De todos os departamentos apenas o de videojogos (XBox) vai mantendo alguma saúde, enquanto que em seu redor tudo parece carecer de planeamento e inovação.
O próprio Windows Phone 7, que deverá chegar ao mercado em finais do ano, não está preparado para enfrentar o Android nem o iPhone e chega, segundo a maioria dos analistas, tarde e incompleto. A incapacidade de planear atempadamente os próximos passos, limitando-se a reagir aos produtos que a concorrência ia apresentando, levou Balmer a equacionar a possibilidade de dar um novo alento a essa divisão.
A gota de água que levou a esta decisão poderá ter sido a aquisição da Palm por parte da HP e o consequente cancelamento do Slate, um projecto acarinhado por Balmer e que tinha até sido apresentado publicamente pelo próprio.
Enquanto comercial, Balmer entende a necessidade de se gerir parceiro como a HP com extrema cautela mas quando esta se sente na necessidade de encontrar um outro sistema operativo para os seus dispositivos é uma clara indicação de que algo está mal. A aproximação entre a Dell e a Google, da qual irá usar o Android numa nova linha de dispositivos móveis, deixa a Microsoft numa posição desconfortável já que os seus dois maiores parceiros passaram a dispor de alternativas ao Windows 7 e ao Windows Phone 7.
Novos dias se avizinham para a divisão de dispositivos móveis da Microsoft, esperando-se que sob a nova gestão essa divisão possa recuperar a influência que já teve e ajudar a empresa a deter uma presença mais sólida nos vários segmentos onde está representada.
Fonte: Wall Street Journal
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