3
Set
Android na mira das críticas da Apple e Microsoft
por Pedro Ivo Faria
O crescimento do Android está a causar alguma apreensão entre as empresas responsáveis pelas plataformas concorrentes. Apple e Microsoft contestaram publicamente algumas das alegações da Google quanto ao sucesso e bases do Android.
Na apresentação pública dos novos iPod, Steve Jobs contestou os números adiantados pela empresa concorrente quanto ao volume de activações diárias de terminais Android.



Afirmando que a Apple é responsável pela activação de 230 000 dispositivos diariamente, em termos práticos o mesmo valor avançado pela Google para o Android, o CEO da Apple afirmou que não são contabilizadas os terminais que receberam actualizações mas apenas os modelos usados pela primeira vez.
Estas alegações, que indirectamente indicam que a Google poderá estar a ‘misturar alhos com bugalhos’ para obter números interessantes, já foi contestada pela Google que afirma que ‘para o número de activações de terminais Android não são contabilizados os que foram actualizados. Na realidade os nossos números apenas reflectem os modelos equipados com os nossos serviços, e esses são apenas uma parcela dos terminais Android que continuam a ser lançados diariamente no mercado’.
Com esta resposta a Google deixa bem claro que, se levasse em consideração os terminais Android que não contam com os serviços básios da empresa (grande parte dos modelos lançados no mercado chinês, por exemplo) e a maioria dos tablets que já está em comercialização, a sua quota de mercado seria ainda mais alta.


Já a Microsoft contesta a utilização do termos ‘sem custos’ usado pela Google para promover o Android alegando que fica mais caros incluir essa plataforma num terminal móvel do que a solução proposta pela Microsoft. Apesar de cobrar $15 por cada terminal baseado no Windows Mobile ou Windows phone 7, a Microsoft indica que existem várias vantagens em relação ao Symbian ou Android e uma delas é puramente financeira.

Os pontos principais desta teoria passam pelos problemas que a HTC está a enfrentar por usar o Android nos seus terminais, que poderá resultar no pagamento de uma elevada compensação por uso não autorizado de tecnologia proprietária (assim o diz a Apple), as ferramentas de testes automáticas que aceleram a passagem de protótipo a unidade final e a suite Microsoft Office Mobile incluída de base, e sem qualquer custo adicional, nas suas plataformas.


É claro que todas estas questões podem ser consideradas de outros pontos de vista, que deitam completamente por terra os argumentos evocados. O que é inegável é que o Android é actualmente a plataforma móvel com maior ritmo de crescimento e que brevemente tanto a Apple como a Microsoft terão que fazer ajustes à sua estratégia caso pretendam manter a sua influência no segmento.

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