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Jun
Estará o mercado chinês a ‘esconder’ os verdadeiros números da Nokia?
por BdB Symbian , Nokia , Apple , iOS , Android
É incontestável que ao longo dos últimos trimestres a quota de mercado que era detida pela Nokia tem vindo a cair abruptamente. Os números mais recentes, relativos ao primeiro trimestre de 2011, dão conta de uma situação preocupante para a marca finlandesa que tem assistido impávida ao ‘esfumar’ da sua importância no mercado global.

O anúncio de Stephen Elop dando conta de uma nova linha estratégica cerca de um anos antes de poder efectivamente começar a capitalizá-la (ou seja, a vender terminais), veio acelerar a debandada e afastar o utilizador cada vez mais dos smartphones finlandeses não obstante o forte investimento que a Nokia tem feito no Symbian e no MeeGo.

Segundo a própria Nokia, no primeiro trimestre deste ano a empresa registou uma quebra de 14% na sua quota de mercado quando se compara com a situação vivida 12 meses antes. Ainda assim fica acima dos ‘mergulhos’ da Motorola quando foi incapaz de criar um verdadeiro substituto para o RAZR, da Microsoft quando anunciou o fim da linha Windows Mobile ou das dificuldades sentidas pela Palm mal a Apple colocou o iPhone à venda. Mesmo assim estes números estão longe de retratar fielmente o ‘panorama geral’, protegidos pelo crescimento registado pela Nokia no mercado chinês.
Enquanto caía acentuadamente na maioria dos mercados, a Nokia crescia 32% no mercado chinês (as vendas subiram de 6.5 para 8.6 milhões de unidades) no mesmo período. O primeiro trimestre coincide com ‘o Natal Chinês’, uma altura em que as vendas são impulsionadas pela época festiva e que, normalmente, superam as do resto do ano.

Considerando apenas as vendas da Nokia nas restantes cinco regiões globais (excluindo, portanto, a China) chega-se à conclusão que as vendas caíram provavelmente o dobro do anunciado, o que traça um quadro ainda mais negro do que seria antecipado.
Com as vendas da Apple em alta (crescimento de 15% a 18%), a empresa de Cupertino poderá alcançar brevemente o estatuto de marca com maior quota de vendas no segmento dos smartphones, demonstrando claramente que a ameaça Android (tal como foi indicada pelo CEO da Nokia) poderá não ser a única que a companhia nórdica tem que enfrentar.

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