9
Abr
AOL vende 800 patentes à Microsoft
por Pedro Ivo Faria AOL , Microsoft
A AOL (América OnLine) anunciou que vai vender 800 das suas patentes à Microsoft, e licenciar mais 300 patentes adicionais, por uns ‘modestos’ 1000 milhões de dólares. As patente adquiridas cobrem uma grande espectro das tecnologias usadas nas telecomunicações actuais, desde os browsers aos motores de busca, passando pelo redireccionamento de informação dentro de redes, segurança e voz.
As questões que se colocam, de imediato, é ‘porquê?’ e ‘porquê neste momento?’.



A segunda tem uma resposta bastante simples. Apesar das várias batalhas jurídicas parecerem ter acalmado e não haver uma necessidade imediata de reforçar o portofolio de propriedade intelectual para proteger os seus produtos, a AOL estava na disposição de vender as patentes em questão nos próximos meses. Caso não avançasse agora, a Microsoft poderia ficar ‘fora da corrida’ e ver as patentes serem adquiridas por firmas concorrentes (como a Apple ou a Google).

O ‘porquê?’ parece ser menos óbvio, o que só pode significar que estas poderão ser fundamentais para novos produtos que a Microsoft está a preparar. Admitindo-se que existe uma razão válida por trás desta compra, e que uma boa parte das patentes descrevem processos e tecnologias usadas em aplicações de instant messaging, email e chat (em especial quando ligadas ás redes sociais), a Microsoft fica na posse de patentes cruciais.
Entre as patentes adquiridas encontram-se algumas que cobrem a gestão de listas de contactos, indicadores de estado/disponibilidade/visibilidade, mensagens para grupos, uso de avatars e ícones associados a perfis de chat ou IM e À interoperabilidade entre plataformas.

A AOL mantém o direito de usar a tecnologia referenciada nas patentes vendidas e continua a deter, em exclusividade, mais um conjunto de patentes que cobrem áreas ainda mais cruciais. Filtros para spam, unified messaging, sistema de mensagens para grupos via opt-in e comunicações por meios cruzados (misturando voz, emails, SMS, etc) são algumas das ‘joias’ que a AOL vai manter por enquanto e são, na prática, aquelas que mais royalties geram anualmente.

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