21
Nov
Jolla apresenta oficialmente o Sailfish OS
por Pedro Ivo Faria Jolla , Sailfish OS , Nokia , St_Ericsson , Qt , Android , Myriad , Opera
Ao decidir abandonar a plataforma MeeGo e não lançar qualquer modelo posterior ao Nokia N9, a companhia finlandesa deixou a equipa de desenvolvimento sem um projecto concreto em mãos. Os que não aceitaram integrar os outros departamentos da Nokia decidiram criar uma empresa própria dedicada a conceber e desenvolver uma versão melhorada do MeeGo que pudesse servir de base a uma nova geração de smartphones, tablets, smartTVs e sistemas de entretenimento para automóveis.
A nova companhia adoptou o nome de Jolla (em finlandês significa ‘esperança’ ou ‘pequeno barco à vela’ dependendo de ser usado como adjectivo ou nome), rapidamente abriu um delegação em Hong-Kong para ficar mais próxima dos fabricantes e estabeleceu uma parceria com a maior cadeia chinesa de distribuição de dispositivos móveis.



O Sailfish OS é o sistema operativo móvel criado a partir do MeeGo 1.3 (a versão usada no Nokia N9 era baseada na no MeeGo 1.2) e é baseado quase totalmente em gestos e, segundo a equipa de desenvolvimento, o primeiro verdadeiramente multi-tarefa.
Apesar de ter sido desenhado tendo em consideração a possibilidade de poder ser usado em dispositivos com capacidades modestas, o Sailfish OS distingue-se pela sua fluidez, velocidade e por conseguir manter várias aplicações a funcionar em simultâneo sem degradar significativamente a resposta do equipamento.

A sofisticação gráfica tem na sua base uma tecnologia que a Jolla apelida de Ambience que consegue deduzir as cores mais adequadas para o texto e elementos gráficos tendo em consideração a imagem de fundo escolhida pelo utilizador.
O sistema apresentação como um único painel contínuo (na vertical) que pode ser deslizado para cima e para baixo de forma a se navegar do Lock Screen para o launcher (onde aparece os ícones da aplicações instaladas) até ao task manager (as aplicações em execução).
Onde este sistema operativo difere dos restantes (não obstante as claras semelhanças com o MeeGo e o Blackberry 10), é na forma como as aplicações ‘minimizadas’ continuam a responder a gestos não sendo obrigatório voltar a activar o Media player para se passar à música seguinte o parar a reprodução, por exemplo.

Os gestos são omnipresentes: para a esquerda equivale a ‘Back’, para a direita ‘minimiza’ a aplicação, para cima encerra-a e para baixo evoca o menu contextual. As opções deste último podem ser escolhidas directamente (clique sobre elas) ou comandando uma ‘linha’ existente no topo do ecrã que as vais seleccionando à medida que o conteúdo do ecrã é puxado para baixo. Se o utilizador ‘largar’ o ecrã antes do menu estar totalmente visível, a opção que se encontra debaixo da ‘linha’ de refer~encia é automaticamente accionada.

Apesar de ainda não terem sido anunciados os fabricantes que irão produzir os primeiros terminais Jolla (que usarão o sistema operativo Sailfish OS criando uma separação clara entre a vertente de hardware e software da companhia), a empresa finlandesa comunicou que já dispõe de um acordo com a operadora nórdica DNA e com a maior distribuidora de dispositivos móveis chinesa (D Phone).
No interior dos primeiros modelos será possível encontrar-se processador Nova-Thor da ST-Ericsson, algo que a Nokia há muito desejava fazer nos seus modelos Windows Phone mas que até hoje tem sido vedado pela Microsoft.



Para complementar as aplicações nativas, a Jolla apostas em várias vertentes. Estabeleceu parcerias com a Opera, Digia e Myriad o que permitirá aos programadores desenvolverem aplicações em Qt (o ambiente típico do MeeGo), Android Dalvik (executadas através da plataforma Myriad Alien Dalvik) e, eventualmente, Opera Widgets (HTML 5).
A capacidade de correr aplicações Android sem grandes alterações, tal como já acontece com o Blackberry 10, é uma grande vantagem para o Sailfish OS uma vez que terá a possibilidade de aceder quase de imediato a centenas de milhar de aplicações criadas para a plataforma Android.

Agora será necessário esperar algumas semanas para se conhecer o primeiro dispositivo da Jolla baseado no Sailfish OS (fala-se num smartphone com ecrã de 3.5 polegadas e preço inferior a $200) para se avaliar mais correctamente as verdadeiras possibilidades deste novo sistema operativo.

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