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Set
Poderá a ARM juntar-se à Intel e AMD na guerra dos processadores?
por pcdebolso
Durante anos assistimos a uma batalha de gigantes entre a Intel e a ARM pela primazia do segmento da informática de consumo, com cada um dos fabricantes a deter a liderança tecnológica durante um pequeno período de tempo, pelo menos até a opositora apresentar uma alternativa ainda mais potente, mais económica ou menos gastadora.
Enquanto estes dois fabricantes se debatiam, um terceiro emergia do nada e tomava de assalto o mercado mais promissor dos próximos anos – o dos processadores para terminais móveis.

A política de mercado da ARM é bem distinta da da Intel, que aposta na exclusividade de fabrico como garantia de uma boa quota do segmento, e passa por licenciar a sua tecnologia beneficiando, ainda que indirectamente, do sucesso de outras empresas.
Ao permitir que empresas como a Intel, Texas Instruments, Qualcomm, Motorola, Samsung ou Marvell fabricassem, sob licença, processadores com core ARM, a empresa norte-americana ocupou a totalidade do mercado eclipsando outras propostas como os SH3/SH4 da Hitachi ou os MIPS.

Com o número de terminais móveis a crescer exponencialmente, com os serviços móveis a necessitarem de uma capacidade de processamento maior e com as previsões a apontarem para a existência de mais telemóveis que computadores dentro de alguns anos, a ARM pode muito bem vir a ser a nova referência no segmento dos processadores para sistemas de computação pessoal.
Movendo-se acima de qualquer ‘guerra’ de fabricantes, já que cobra a sua comissão indiferentemente do terminal estar equipado com um Marvel PXA, um TI OMAP, um Samsung SC ou um Qualcomm MS7200, a ARM dificilmente será batida nos próximos tempos tanto mais que aquela que poderia ser a sua grande adversária – a Intel – está a seguir noutra direcção.

Apostando que o futuro dos terminais móveis continuará a ser baseada em processadores x86, derivados dos que actualmente equipam os computadores de secretária e portáteis mas com maior eficácia energética, a Intel tem uma hipótese remota de assumir uma posição de relevo já que tal obrigaria à cisão entre os telemóveis e os dispositivos multi-função que integram funcionalidades como o acesso à Interenet, multimédia, etc.
Neste momento, e no mundo da tecnologia isso vale o que vale, a tendência parece apontar para a evolução dos smartphones, tornando-se estes cada vez mais completos, poderosos e sofisticados.

A decisão do formato mais adequado para as plataformas de futuro passa também pela definição de qual será a tecnologia adoptada para as redes de alto-débito: se o WiMAX, um protocolo eminentemente informático e que privilegia a Internet enquanto canal de condução de conteúdos, se o 3G LTE (Long Term Evolution) que continua a centralizar no modelo telemóvel o futuro das telecomunicações.

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