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Nexus One, a Google também tem um telefonepor CVF, terça-feira, 5 de Janeiro de 2010Há muito que se esperava que a Google assumisse de alguma forma o controlo definitivo da plataforma Android. Com os vários fabricantes a criarem as suas próprias propostas de interface alternativas para os modelos Android, corre-se o risco de rapidamente se caminhar para um fragmentação da plataforma e à existência de vários níveis de experiência de utilização. A consequência directa é a perda de importância da plataforma em si, neste caso o Android, perante o crescimento de importância do SenseUI da HTC, TouchUI da Samsung, Motoblur da Motorola, etc. Se nada fosse feito corria-se o risco das interfaces terem mais relevância, para o utilizador final, do que a própria plataforma, o que levaria a uma perda de influência da Google e do sistema operativo que criou. A apresentação do Google Nexus One é um passo inevitável face a este cenário, e uma das formas possíveis que estavam à disposição da Google de recuperar o domínio da plataforma. Como a maioria dos fabricantes já percebeu, só havendo controlo sobre o hardware e software será possível ter uma presença relevante e sólida no mercado. Nesse sentido a Vodafone criou o seu próprio sistema operativo (Vodafone 360 baseado no Limo Foundation), a Samsung aposta no BadaOS, a Nokia investe no Symbian e no Maemo e, claro está, a Apple conta com o binómio iPhone / iPhoneOS. O Nexus OneApesar de ter sido concebido e definido pela Google, e de ostentar a sua marca, o Nexus One será fabricado pela HTC, tal como aconteceu com o pirmeiro modelo Android lançado no mercado (T-Mobile G1). Se o recurso a um fabricante reputado (actualmente é o líder no segmento Android) tem as suas vantagens, também é impossível abstrairmo-nos de que se trata de ‘mais um HTC’. O terminal é extremamente fino (11.5mm), conta com um ecrã táctil generoso (AMOLED de 3.7 polegadas), um processador potente (Qualcomm Snapdragon a 1 GHz) e câmara fotográfica de 5 MPixels. No interior encontramos 512 Mbytes + 512 Mbytes de memória, um receptor A-GPS, conectividade Bluetooth e WiFi (802.11 b/g/n), emissor de rádio FM e bússola digital. Seguindo a actual tendência, não existe um teclado físico (no primeiro modelo este até era obrigatório), embora a Google o tenha substituído pelo incontornável teclado virtual e pelo comando por voz. A interacção com o utilizador e o ambiente que rodeia o terminal é efectuada através de vários sensores. Para além do sensor de inclinação fundamental para as aplicações de realidade aumentada, há ainda um sensor de luminosidade que pode ser usado para ajustar automaticamente o brilho do ecrã e um sensor de proximidade que determina quando o equipamento é encostado ao ouvido, por exemplo. Este modelo vem ainda equipado com dois microfones, um deles colocado na traseira do equipamento usado para determinar o ruído ambiente e removê-lo do som captado pelo microfone principal. Segundo a Google este tipo de tecnologia oferece um som muito mais claro e um nível de ruído muito baixo, centrando-se na voz do interlocutor e não no ambiente que o rodeia. Como é habitual nos terminais Android fabricados pela HTC, a navegação é assegurada por uma trackball (um elemento que foi popularizado pelos Blackberry e foi abandonado nos modelos mais recentes da RIM) que é iluminada com três cores diferentes em função dos avisos que têm que ser comunicados ao utilizador. O Android 2.1O software também recebeu a atenção da Google já que está é a melhor forma da empresa americana demonstrar que a sua plataforma móvel é suficientemente avançada e intuitiva para não necessitar de interfaces alternativas. Uma das novidades desta versão é a possibilidade de se instalar e executar aplicações a partir dos cartões de memória. Até hoje, o Android apenas permite que as aplicações descarregadas do Android Market sejam instaladas na memória principal dos terminais como forma de se evitar que estas sejam pirateadas e distribuídas para outros equipamentos. No Android 2.1 as aplicações instaladas nos cartões de memória são encriptadas de forma a impedir que possam ser copiadas e usadas noutros equipamentos. O Nexus One passa a ser um dos primeiros modelos a permitir a gravação de vídeo HD (720x480 pixels) a 20 fps, valor que pode ser maior caso as condições de iluminação assim o permitam. A Galeria de Imagens sofreu uma revisão profunda que vai bem para além da Interface É agora mais simples ordenar as fotos tal como navegar na galeria usando gestos. Do catálogo Google chega-nos também o Google Earth, aplicação que estava disponível apenas para computadores de secretária e para o iPhone e que agora encontra nas especificações técnicas do Nexus One uma plataforma suficientemente poderosa para a sua integração no Android. Entre as tecnologias emergentes, conta-se o Flash Player 10.1, já demonstrado no Nexus One ainda que a Adobe continue a afirmar que não se encontra pronto para ser lançado no mercado. No mercadoA Google usou o termo Superphone para distinguir este modelo, realçando as suas características e funcionalidades avançadas e afastando-se do segmento dos smartphones actualmente dominado por modelos da Nokia, Samsung e LG. Por enquanto a distribuição deste modelos estará a cargo de uma loja online própria e limitar-se-á aos continente norte-americano. Europa e Ásia deverão receber o Nexus One brevemente, podendo a distribuição ser entregue a operadoras móveis locais. Neste momento já existem rumores que a Vodafone assegurou a distribuição exclusiva nos mercados onde se encontra representada. Esta notícia já foi consultada 3271 vezes
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