15
Mar
Microsoft mostra o Marketplace para Windows Phone 7
por CVF
As lojas de aplicações são hoje em dia uma realidade inevitável para qualquer entidade que procure ter algum tipo de relevância no segmento móvel. Num época em que as plataformas vivem das suas funcionalidades, são as aplicações que podem contribuir para a sua difusão e para uma maior satisfação de parte de quem a utiliza.
O Marketplace é uma das peças-chave da estratégia da Microsoft para o Windows Phone 7, tanto mais já que será o único canal de distribuição de aplicações.

Se à primeira vista este processo é bastante idêntico ao usado pela Apple no iPhone, a Microsoft espera diferenciar-se ao oferecer um processo de aprovação de aplicações mais transparente e célere. De forma a eliminar eventuais problemas que possam surgir, uma equipa de executivos irá reunir-se regularmente para analisar alguns dos casos mais extremos e rever as regras e politicas dos Marketplace.
Os programadores terão agora que respeitar as linhas guia da Microsoft caso contrário a aplicações serão reprovadas e não admitidas no Marketplace, o que irá evitar que apareçam soluções que deturpem a qualidade geral da experiência de utilização (para o melhor e para o pior).



Os programadores poderão ainda decidir implementar uma estratégia try before buy em que terão que fazer alterações sobre as aplicações (recorrendo à Trial API) para definir o período de teste máximo. No final desse período as aplicações caducam automaticamente e o utilizador só poderá continuar a usá-la caso adquira uma licença.
As aplicações compradas poderão ser instaladas e desinstaladas várias vezes através da conta do utilizador. Outra possibilidade que começa a ser referida é a possibilidade das compras serem efectuadas a partir da conta Zune e do computador de secretária, um pouco na linha do que acontece com o iTunes e o iPhone.

De fora deste controlo ficaram as grandes empresas que poderão distribuir livremente aplicações pelos seus funcionários, embora a Microsoft não tenha dado indicações de como se irá processar este método.

Entre os pontos que menos agradam aos programadores, para além da falta de liberdade de escolher outros canais de distribuição, encontra-se ainda a possibilidade da Microsoft eliminar remotamente uma aplicação instalada (kill switch).
A garantia de que o novo processo de protecção anti-pirataria é bastante mais eficaz que o do Windows Mobile 6, um maior controlo sobre o número de cópias vendidas e ferramentas de promoção remodeladas irão permitir aos programadores uma rentabilização mais rápida da aposta feita na nova plataforma móvel da Microsoft.

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