13
Abr
HTC avalia a possibilidade de criar um sistema operativo próprio
por Pedro Ivo Faria
Entre os vários fabricantes de dispositivos móveis, excepção feita à Apple, a HTC é considerada a referência distribuindo a sua actividade por três plataformas móveis. Windows Mobile, Android e BrewMP são as plataformas base usadas pelo fabricantes chinês que criou uma solução de navegação e exploração dos terminais que veio unificar a experiência de utilização nos três sistemas operativos.

Actualmente o SenseUI é o verdadeiro cartão de visita da HTC enquanto que os seus dispositivos continuam a ser os mais avançados e completos em qualquer um dos segmentos onde se insere. Mas o recente crescimento da Motorola e da Samsung veio criar uma nova necessidade para a marca chinesa que se vê incapaz de acompanhar a concorrência em termos de diversidade e variedade de produtos.
Apesar da forte ligação à Microsoft e à Google, a HTC continua refém das agendas destas duas empresas e tem a sua evolução condicionada pela disponibilidade das novas versões dos sistemas operativos móveis.

Na linha do que fez a Samsung, a HTC está a ponderar a criação de um sistema operativo próprio (ou a aquisição de um já existente) que lhe permite ter um controlo completo sobre o hardware e o software. Atendendo a que a Apple está confortável nas duas áreas, que a Google tentou entregar o fabrico do nexus One à Sony-Ericsson antes de esta o ter recusado e que a Microsoft estabeleceu uma parceria com a Sharp para a produção da linha Kin, os responsáveis da HTC temem vir a ter que defrontar a concorrência em clara desvantagem.

Ao afirmar que pode vir a apostar num sistema operativo próprio, a HTC está a enviar uma mensagem aos seus parceiros tradicionais que certamente não quererão ver o seu principal fabricante deixar de apostar nas suas plataformas móveis. Mais do que uma séria intenção, caso o fosse já teria chegado a acordo com a Palm para aquisição / utilização do WebOS, esta é uma jogada de força da HTC para recuperar a influência que sempre deteve junto da Google e da Microsoft.

Fonte: Bloomberg
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