22
Nov
Terminais Android encabeçam a lista dos modelos mais inseguros do mercado
por BdB Android , Bit9 , Juniper Research
Nas últimas semanas têm-se multiplicado os relatórios e estudos que demonstram a vulnerabilidade da plataforma Android. A Google, através de alguns dos seus responsáveis, tem tentado rebater estas afirmações, mas o esforço tem sido inglório face à informação e dados que continuam a aparecer.



Enquanto a Juniper Research aponta para uma taxa de crescimento de 500% do malware para Android, a Bit9 coloca 12 terminais Android no topo da lista dos mais inseguros do mercado (o iPhone é o décimo terceiro).
Grande parte da responsabilidade é endereçada aos fabricantes, e não à plataforma, já que são estes que continuam a vender terminais que não contam com as mais recentes evoluções das plataformas móveis nem com as correcções de segurança mais actuais.

O ‘órfãos’ (terminais que contam com uma versão do Android inferior à 2.3.3) representam ainda quase um terço do mercado (32.8%), e alguns dos modelos mais inseguros têm, ou tiveram, bons níveis de vendas.
Se o Android detém actualmente mais de metade de quota de mercado, os terminais ‘inseguros’ representam também mais de metade dos mesmos, o que representa um enorme problema de imagem para a Google.
Mesmo admitindo que o risco reportado é mais teórico do que real, o facto da maioria dos fabricantes demorarem mais de seis meses a lançar uma actualização para os seus terminais após a Google disponibilizar o código fonte, e de os terminais demorarem quase um ano a serem escoados após o seu fim de vida contribui fortemente para esta imagem.

Enquanto que os terminais Android se vão tornando obsoletos a um ritmo acelerado, a Apple tem conseguido manter o iPhone 3GS (já com mais de dois anos de actividade) actualizado e funcional. O mesmo se pode dizer da Nokia que continua a lançar actualizações para os seus modelos mais antigos (mesmo para o Nokia 5800 XpressMusic) para garantir que os seus clientes continuam a dispor de terminais que partilham parte das funcionalidades dos produtos mais recentes.

Esta notícia já foi consultada 6972 vezes
 
Publicidade