1
Jan
Android volta a ser considerado como a mais fechada das plataformas open-source
por BdB Android , Linux , Eclipse , WebKit , MeeGo , Symbian , Qt , Mozilla
A Google tem sido aplaudida pela sua iniciativa de ‘levar as plataformas móveis open-source às massas’ mas continua a ser acusada de não o fazer de uma forma totalmente aberta e transparente. Em teoria o Android cumpre todos os requisitos que formam os princípios de um projecto open-source mas na prática nem tudo se encaminha no sentido que a FOSS (Free and open Source Software) preconiza.



O novo estudo da VisionMobile que visava determinar o grau de abertura dos principais projectos open-source voltou a penalizar severamente o Android.
Entre os projectos analisados encontravam-se o Linux, o Eclips, o WebKit, a Mozilla, o Android e os três produtos apoiados pela Nokia: Qt, Symbian e MeeGo. O Android recebeu uma classificação de 23% contra os 84% do Eclipse, por exemplo, ou os 61% e 58% do MeeGo e do Symbian respectivamente.



Na base desta análise encontram-se um punhado de factores que são contabilizados e que, no seu conjunto, definem o grau de abertura de cada projecto.
Facilidade de acesso ao código-fonte, ferramentas de desenvolvimento e possibilidade de alteração do código base, criação de derivativas (projectos que partem da mesma base mas evoluem em sentidos diferentes) e o suporte e influência da comunidade na evolução do projecto foram tidos em consideração.
Em nenhum destes pontos o Android obteve uma classificação satisfatória o que acabou por o remeter para o fundo da tabela.



Coincidência ou não, Andy Rubin eliminou o Tweet de resposta às palavras proferidas por Steve Jobs durante a apresentação dos resultados da Apple referentes ao último trimestre de 2010.
Rubin pretendia ilustrar de uma forma muito simples a vantagem do Android que se encontra à disposição de qualquer utilizador e pode ser alterado como este pretender. Se no aspecto técnico pouco há a apontar ao Android na perspectiva de um sistema operativo open-source, já no campo logístico e de distribuição a história é bem diferente.
Regras rígidas, exclusão da concorrência sob pena de não permitir a utilização das suas aplicações (o Android Market incluído) e um conjunto enorme de obstáculos a quem pretende criar a sua versão do Android são apenas alguns dos argumentos de quem defende que o Android só é aberto em teoria.

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