28
Mar
Apple promete não cobrar pelas patentes dos cartões nano-SIM caso seja escolhida
por Pedro Ivo Faria nano-SIM , Apple , Nokia , ETSI
A indústria das telecomunicações está a poucos dias de dar mais um passo em frente rumo à miniaturização dos componentes e à normalização dos cartões SIM a usar em futuros dispositivos. Com duas normas diferentes em cima da mesa, cabe aos membros da ETSI (European Telecommunications Standard Institute) escolher uma delas que irá servir a indústria pelos anos vindouros.

Mais do que uma decisão técnica, as normas apresentadas pela Apple e pela Nokia envolvem uma decisão política que pode condicionar as pretensões do lado ‘rejeitado’. Enquanto que a Apple defende que basta cortar um pouco mais às bordas dos cartões SIM, convertendo-os num formato nano-SIM, é o suficiente para endereçar as preocupações da indústria, a Nokia e a RIM defendem propostas radicalmente diferentes e que estão mais próximas do formato encontrado nos cartões MicroSD.



Ciente de que a indústria não olha com bons olhos tudo o que tiver proveniência das mãos da Apple, que se encontra envolvida em várias batalhas jurídicas envolvendo tecnologia patenteada, a companhia norte-americana emitiu um comunicado onde dava conta da sua intenção de não cobrar por qualquer patente que possa envolver o formato que apadrinha caso este seja o escolhido.
Se do lado do cartão pouco ou nada há a apontar, já do lado do dispositivo há que ter em consideração que será necessária uma bandeja / gaveta / suporte para inserir o cartão, área onde a Apple já detém várias patentes.

A solução da Apple já recebeu forte oposição e criticas da parte da Nokia que afirma que ‘a solução não satisfaz os requisitos da ETSI e não traz qualquer benefício para o utilizador final. A Apple está a usar conscientemente o argumento da standarização para guiar a indústria para um formato proprietário e conduzir a custos desnecessários’.
A companhia finlandesa refere ainda que ‘a inclusão de uma bandeja de suporte irá limitar o design de futuros dispositivos, não oferece nada de essencial para a indústria e irá aumentar os custos de fabrico enquanto que a sua solução ‘integra avanços tecnológicos significaticos’.

No meio desta ‘guerra’ há ainda uma proposta que já foi liminarmente recusada pelas operadoras móveis que passava por abdicar completamente do cartão físico, substituindo-o por um processo de software que daria ao utilizador a possibilidade de escolher a operadora móvel preferida quando activava o dispositivo.

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