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Abr
Terminais Android sem Google vão chegar ao mercado até ao final do ano
por Pedro Ivo Faria Skyhook , Amazon , Google , Android
Já não restam quaisquer dúvidas que a Google conseguiu criar uma das plataformas móveis mais relevantes da actualidade. Só com o envolvimento directo Google é que foi possível criar uma alternativa viável ao iOS da Apple e construir as bases de uma indústria que hoje caminha, a olhos vistos, para

Mas a grande vantagem do Android – o apoio directo da Google – também tem sido o seu ‘calcanhar de Aquiles’ ao longo dos anos. Apesar do Android ser uma plataforma aberta e que pode ser modificada por qualquer fabricante, para se usar as aplicações da Google, entre as quais se inclui o Google Play (ex-Android Market) é necessário satisfazer um conjunto de requisitos. A Google argumenta que estes requisitos ajudam a uniformizar a plataforma, a concorrência contrapõe que ‘atrofiam a capacidade de se criarem produtos diferenciadores’.

À cabeça das proibições impostas pela Google encontram-se a impossibilidade de se usar outro motor de busca ou outro serviço de geolocalização para além do seu. No passado alguns fabricantes ‘ousaram’ experimentar o sistema de geolocalização da Skyhook mas as tentativas foram barradas de imediato pela Google.
Agora é o CEO da Skyhook que aproveitou uma entrevista com a Technology Review para adiantar que até ao final do ano irá aparecer pelo menos um terminal, produzido por um grande fabricantes, que irá usar a solução da sua companhia em detrimento daquela que a Google tem imposto.

Mesmo sem mencionar directamente nomes, Ted Morgan acaba por fazer uma menção implícita à Amazon, uma das poucas empresas que se poderia dar ao ‘luxo’ de abdicar do Google Play uma vez que dispõe de uma loja de aplicações própria. A ausência das restantes aplicações Google, do Google Docs ao Google Maps, pode ser contornada através de aplicações já existentes na própria Amazon App Store.
A introdução de um smartphone com um grau de popularidade equivalente ao Kindle Touch da Amazon, e que não recorra à interface tradicional do Android, poderá ser um golpe rude nas aspirações da Google que se tem tentado, a todo o custo, provar que a sua plataforma móvel é mais do que suficiente para se bater com o iOS na sua forma nativa.


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