22
Mai
Análise do Huawei W1
por CVF Huawei , Huawei W1 , Windows Phone 8 , TMN
Discretamente e em apenas um par de anos a Huawei passou de um fabricante asiático de material informático pouco conhecido a um dos maiores players do segmento móvel. O quarto maior entre os fabricantes de smartphones da actualidade, para se ser mais concreto.
Grande parte deste sucesso deveu-se à plataforma Android que permitiu ao fabricante criar uma linha de dispositivos acessíveis e com um relação preço / qualidade excelente.



A necessidade de diversificar a sua oferta levou a Huawei a recorrer a outras plataformas móveis como forma de conseguir alcançar outro género de cliente. Depois de ter sido uma das primeiras a anunciar o apoio e adopção da plataforma Tizen, a companhia optou por incluir também o Windows Phone 8 no seu leque de soluções.
O primeiro dispositivo baseado na plataforma móvel da microsoft dá pelo nome de Huawei W1 e tem, mais uma vez, na relação preço / qualidade o seu principal argumento.
Na fase de lançamento o Huawei W1 estará apenas disponível no catálogo da TMN, por € 169.99 o que faz dele claramente o mais barato smartphone baseado no Windows Phone da actualidade.




Qualidade geral


Para manter o preço do Huawei W1 acessível, a companhia asiática teve que fazer alguns compromissos e concessões que têm reflexos directos em alguns aspectos do dispositivo.

A estrutura em plástico colorido dá-lhe um aspecto moderno e aparentemente robusto não havendo folgas ou problemas de encaixes. Com a tampa traseira colocada, que é provavelmente o ponto menos forte deste terminal face à sua fragilidade, o Huawei W1 parece ter uma estrutura monobloco como é características de modelos bem mais caros.
O design simplicista, imposto pela Microsoft, não grande margem para inovações. Não fora a cor garrida usado neste e noutros modelos e estaríamos perante um terminal que facilmente passaria despercebido e que dificilmente teria disporia de uma característica que o identificasse.

A parte frontal é dominada pelo ecrã IPS de 4 polegadas (resolução de 480x800 pixels) que reconhece até quatro toques em simultâneo. O brilho e a saturação de cores não serão um problema para o utilizador salvo em situações em que a luminosidade externa for muito intensa. E nessas circunstâncias poucos dispositivos conseguem oferecer uma solução satisfatória.
Os três botões tácteis que surgem no fundo do ecrã obrigaram a Huawei a alongar a estrutura do telefone para além do caixilho do ecrã para permitir que o utilizador tenha onde apoiar a mão e usar o W1 recorrendo apenas ao polegar. O contraste entre o fundo negro do ecrã e a cor da estrutura contribui para dar-lhe um aspecto mais ‘leve’.

Essa característica é reforçada pela espessura reduzida do equipamento – 10.5 mm – e pelo peso seu baixo – cerca de 120 gramas.
A câmara fotográfica frontal, que serve essencialmente para vídeochamadas, é complementada pela câmara principal de 5 Mpixels posicionada na parte de trás do terminal e pelo flash LED.




Especificações


Do ponto de vista técnico, tomando em consideração apenas os componentes usados pela Huawei, o W1 enquadra-se na gama média (ao contrário do que o preço sugere). Para além do ecrã hVGA de 4 polegadas e da câmara fotográfica de 5 MPixels, este modelo ainda conta com o inevitável processador Qualcomm Snapdragon a 1.2 GHz, 512 Mbytes de RAM e 4 GBytes de espaço de armazenamento, suporte para redes 2G e 3G, acelerómetro, sensor de proximidade, GPS, slot para cartão de memória e uma bateria de 1950 mAh.

A bateria é suficientemente ‘grande’ para garantir mais de 400 horas de autonomia em stand-by ou 8 a 10 horas de conversação dependendo da rede usada. A falta de um giroscópio e de uma bússola digital poderá ser sentida por alguns utilizadores mas numa utilização normal não fará grande diferença.




Funcionalidade


O Huawei W1 vem equipado com o Windows Phone 8 e algumas aplicações específicas para o mercado nacional. O funcionamento é fluído independentemente da quantidade de aplicações que se mantêm abertas em simultâneo.
O conjunto de aplicações base é mais do que suficiente para garantir um bom acompanhamento e apoio no dia a dia mas o recurso à Windows Phone Store acaba por ser inevitável.

O número de aplicações disponíveis para a plataforma móvel da Microsoft já é apreciável e abrange quase todas as necessidades do utilizador. Algumas excepções à parte, a generalidade das aplicações ‘da moda’ já está disponível também para o Windows Phone o que garante que a escolha do telefone e respectivo sistema operativo não irá impedir o utilizador de ter acesso aos mesmos conteúdos e serviços que os modelos Android ou o iPhone.

A ausência de uma aplicação de navegação por GPS será certamente a mais sentida, uma vez que é um exclusivo da Nokia, e a impossibilidade de se usarem algumas aplicações de Realidade Aumentada devido à falta de certos componentes electrónicos são os pontos menos conseguidos.




Câmara fotográfica


Actualmente os telefones são usados também como a câmara fotográfica primária por muitos utilizadores.









A câmara fotográfica de 5 MPixels é capaz de realizar fotos até 2592x1944 pixels de resolução e gravar vídeos HD (720p) a 30 fps mas a sensibilidade em ambientes mais escuros poderia ser melhor.




Veredicto


É difícil avaliar-se o Huawei W1 sem ter em conta o preço a que é proposto. Algumas das lacunas do terminal são, na realidade, lacunas do Windows Phone 8 mas não condicionam a sua utilização no dia a dia.
A boa fluidez de navegação associada a boa autonomia, o design simples mas polido e a relação preço / qualidade / funcionalidade fazem do Huawei W1 uma das propostas mais interessantes dentro do segmento Windows phone.

A favor:
- preço acessível e excelente relação preço / qualidade
- boa autonomia

Contra:
- Ausência de software por navegação turn-by-turn
- Câmara pouco eficaz em ambiente com pouca luminosidade.

A primeira incursão da Huawei no segmento Windows Phone deu origem a um equipamento equilibrado e competente proposto a um preço imbatível. No fundo, o Huawei W1 acaba por ser muito mais importante para a estratégia da Microsoft, que começa a dispor de terminais a preço competitivos, do que para a própria Huawei que passa a dispor de mais um argumento para ascender ao terceiro lugar no ranking global dos fabricantes de smartphones que se encontra presentemente na posse da LG.

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